Fabyana Assunção

Empenho total

1 01UTC fevereiro 01UTC 2010

Nunca me vi tão empenhada em estudar alguma coisa como estou estes dias. Mesmo quando não pego no material de inglês para estudar, pego para preparar aula ou leio alguma notícia no The NZ Herald. O bom disso é que vou pegando o jeito do jornalismo kiwi.

Por se falar em kiwi, comprei mais hoje. Espero que seja bom, mas sei que não vai ser igual ao original. Estava pensando em falar de Haiti, chuvas, mas procurar uma foto de Salvador me fez lembrar várias coisas e voltar no tempo.

Vi fotos que nem lembrava que existia. De pessoas que estão bem distantes de mim agora, algumas até que eu havia perdido um pouco a noção de como são seus rostos. Vi várias fases minhas, vários cabelos… O cabelo talvez seja a parte do meu corpo que mais tenha mudado. Mas o que mais me chamou foi o meu olhar, ou então, a minha fisionomia. Em todas as fotos, parecia que eu não estava realmente feliz.

Tudo o que vi foi pré viagem à África do Sul em 2007. Se não era o meu olhar, era a minha pele que denunciava. Nisto voltei a pensar como desde sempre penso que minha vida não é aqui. Não sei por quê. Mas não pode ser aqui. E é pensando nisso que estou com meu projeto 2010, que a cada dia que passa se torna mais forte. E se algo de muito bom não acontecer até o meio do ano, acho que ele começa a tomar forma no final de 2010. Ou vai, ou racha.

Breve retrospectiva da semana

25 25UTC janeiro 25UTC 2010

Comecei a semana meio misturada de sentimentos e acabei mais calma. Para começar, o tempo cada dia passa mais depressa. Um horror! Mas estou tentando fazer o que eu quero. Tem horas que parece loucura, tem horas que não, que parece ser a coisa certa a fazer.

Na segunda-feira, fui à palestra do Ken, na Brahma Kumaris. Ele respondeu a uma questão que sempre foi minha dúvida: como saber se as decisões que eu tomei no meu período de meditação vieram de Deus ou do meu ego? Ele disse que quando é de Deus, as coisas acontecem facilmente, o vento sopra a favor. O que a Letícia, uma visita completamente inusitada, completou no sábado. Segundo ela, quando é de Deus, você sente paz no seu coração. Não tem nada de aflição nem de ansiedade.

A única coisa que tenho certeza disso tudo é que se tiver que ser o que eu estou querendo agora, tudo vai colaborar para que isto aconteça. Não estou preocupada, só estou fazendo minha parte. Caso aconteça, preciso estar preparada para isto.

Bem, vamos falar da Letícia. Eu a conheci no meu primeiro dia em Auckland e só a vi novamente no meu último dia lá. Ela voltou para o Brasil quase um mês depois de mim, e não é que apareceu uma prova para ela fazer aqui e eu pude oferecer minha casa para ela ficar?! Acho que ela vai conseguir, porque as coisas encaminharam para ela. Pelo menos torço para isto.

No próximo mês começo meu curso de culinária, que faz parte do meu projeto 2010. O que vou aprender lá tem nomes bonitos, mas preciso gostar do ato de cozinhar. De qualquer maneira, não pretendo viajar de novo sem saber fazer o básico. Havia prometido fazer isto depois da África do Sul, enrolei, agora não enrolo mais.

Esta semana passei a seguir o William Bonner no twitter. Agora entendi porque o dele é o mais seguido. O cara é bom, divertido e simpático. Continuo lendo uma notícia em inglês por dia. Quero estar melhor a cada momento (isto é para não repetir a palavra dia). A próxima semana vai ser corrida, mas vou tentar colocar em prática tudo o que planejei. E olha que não é pouca coisa. Sentimentos mais equilibrados agora.

P.S.: Este post era para ter sido ontem, mas o site nao funcionou. Então tento agora.

O difícil retorno

20 20UTC janeiro 20UTC 2010

Nunca pensei que fosse tão difícil estar de volta. Um mês no Brasil. A vida já voltou ao normal: trabalho, médicos, saídas. Mas meu pensamento ainda está lá, em Auckland. Preciso me concentrar, render mais, mas não consigo. E confesso: é péssimo estar assim. Não posso reclamar do meu início de ano. Profissionalmente, tem tudo para ser um bom ano. Espero que as minhas perspectivas se concretizem. Mas continuo lá.

O pensamento que mais me motiva é voltar para lá. Mas sei que isto vai levar um tempo, até mesmo porque preciso me capitalizar de novo. Tenho tentado levar minha vida normal aqui. Leio, vejo TV, o vício da internet continua. Mas pelo menos tenho usado meu tempo aqui de forma mais produtiva. Criei uma rotina de todos os dias ler alguma matéria do NZ Herald. Por enquanto está dando certo. Mas na segunda-feira descobri que para se criar um hábito, o ser humano precisa de 66 dias. Se eu conseguir passar estes 2 meses e 6 dias fazendo isto, bem… Serei uma leitora assídua do NZ Herald.

Também tenho buscado estudar inglês. Quero chegar à perfeição, se é que isto é possível. Hoje gastei umas 2 horas estudando e foi bem produtivo. Na semana passada, em um dia estudei 4 horas. Nem acreditei. Mas na verdade, preciso criar uma rotina de estudos, pois na semana que vem já estarei preparando as aulas que darei neste semestre. Vou preparar um cronograma, pois preciso de tudo: música, livro, gramática, filmes. Quero treinar meu listening!

Também estou pretendendo fazer a prova do TOEIC. Acho que pode ser uma boa para mim. Estou tentando levar minha vida aqui da melhor forma, porém tem horas que só quero chorar. O que está firme nos meus pensamentos é voltar para lá. Estou pretendendo fazer o Celta também. Investir no inglês tem feito muito bem para mim. E pensar que queria parar de estudar o idioma na adolescência!

Ontem, eu chorei muito. E sem saber por que. Principalmente depois das agulhadas na acupuntura. Estou extremamente sensível. Estas tragédias do início do ano também não têm ajudado muito. De qualquer forma, toda e qualquer decisão que eu tomar, será a partir do meio do ano. No momento, estou tentando me fortalecer aqui e me sustentar emocional e espiritualmente. Mas este ponto eu toco num próximo post. Pois ele vai ser mais profundo.

Ano novo, vida nova!

1 01UTC janeiro 01UTC 2010

Este é o meu lema. Desde que cheguei de viagem me sinto meio perdida. Parece que estou no lugar errado. Até a minha casa eu estranhei. Um dia dei uma cochilada à tarde e quando acordei e saí do meu quarto, levei um grande susto. Por um instante, não sabia onde estava. O que vinha depois da porta era diferente do que vivi no último mês.

Nunca pensei que fosse me sentir assim um dia. Nunca pensei em morar fora do Brasil. Mas é um sentimento que está muito forte em mim agora. Preciso refletir e pesar os prós e contras. Afinal de contas, na minha idade não posso mais jogar tudo para o alto para depois recomeçar. Tenho aquela estranha sensação de que irei voltar lá. Não sei por que, mas tenho.

Estava dormindo de menos, agora estou dormindo demais. Não sei o que está acontecendo. Talvez seja minha fuga, para evitar que voltei a minha vida normal. E é uma vida que nem de perto chega ao que vivo quando viajo. Muita gente diz: “mas é claro que é melhor, você estava viajando”. Concordo, mas o que senti lá é diferente. Acho que semana que vem vou realmente voltar à vida normal, e começar a pensar com mais calma meus próximos passos e até mesmo minha próxima viagem.

Nestas quase duas semanas que estou de volta ao Brasil, aconteceram alguns fatos interessantes ou nem tanto. Eu enrolei para mexer nas coisas da minha viagem. Acho que era para não acreditar que estava de volta. Revi algumas pessoas, preciso urgentemente rever outras. Decepcionei-me com uma. E surpreendi-me com outra. O tempo chuvoso e cinzento me deixou deprimida. Chorei algumas vezes por nada, outras por tudo. Neste momento vejo um pontinho de céu azul. Espero que veja mais e assim poderei me alegrar com a minha volta.

O balanço do ano foi positivo. Na minha listinha de metas, realizei praticamente tudo, e o que não realizei foi desejo que não tenho o controle sobre ele, portanto, a culpa não foi minha. Até ultrapassei minhas metas, a que era só planejar minha viagem internacional, eu não só planejei como já a fiz e foi perfeita.

Pela primeira vez, passei um réveillon decente. Escolhi um lugar com pessoas educadas, onde eu conseguia me servir e era servida, com música boa e vista privilegiada. Valeu à pena. Hoje farei minha listinha com as metas para este ano, e uma delas eu já sei: um inglês perfeito. Vou trabalhar duro para isto. Que venha 2010! Com saúde, vitórias, amor, sucesso, dinheiro e paz no coração!

Últimas horas e viagem de volta

29 29UTC dezembro 29UTC 2009

Apesar de já ter escrito rapidamente do café perto do hotel, vou contar minhas últimas horas em Auckland. Neste dia eu chorei. Tenho a sensação de que voltarei, mas está muito recente e pode não passar apenas de uma vontade grande e não de uma certeza. Acordei nem tão cedo e fui para o café próximo ao hotel. Levei o laptop para aproveitar e ver alguma coisa na internet, já que consegui terminar com o meu acesso na sexta-feira.

Encontrei pessoas do Brasil para conversar e levei mais tempo do que estava imaginando. Confesso que tive medo de comer, levando em consideração o que eu ia fazer dali a alguns minutos. Voltei para o hotel, peguei a bolsa e fui para o Skywalk. O meu presente do game de natal. Mandei uma mensagem de texto para a Letícia, e ela foi me encontrar lá. Realmente conheci pessoas legais.

Deu um frio na barriga. Tinha em mente almoçar antes de ir para o hotel acabar de arrumar a mala. Mas não deu. Levei mais tempo lá do que imaginei e o resto foi só correria. Foi ótima, uma experiência super legal. No final das contas, nem achei tão radical assim não. Apesar de que quem viu a foto ter afirmado que eu sou louca. Que nem de graça faria aquilo.

Conforme o prometido, o Charles me mandou o e-mail dele. Espero realmente manter contato com ele. Foi uma pessoa incrível, que me ajudou no inglês e a fazer minha viagem mais interessante. Tive uma hora do Skywalk até a chegada do shuttle para me arrumar (entenda-se por: tomar banho e guardar o restante das coisas na mala). E foi tudo milimetricamente cronometrado. Cheguei à portaria do hotel juntinho com o shuttle que me levaria ao aeroporto. A Letícia me ajudou a descer com as malas, e o Leonardo, o brasileiro, que era meu vizinho de quarto, abriu a porta só para me despedir e me ajudou com as malas também. E na rua ainda encontrei com a Briana, minha colega de sala.

No shuttle havia dois brasileiros. Dei uma passeada boa até chegar ao aeroporto e a fila do check-in estava enorme. O aeroporto é enorme. Mas gastei tanto tempo na fila, que nem tive muito tempo lá não. Detalhe: duas unhas quebraram e tive que passar na farmácia para comprar lixa de unha que pudesse entrar no avião. Eu comendo um sanduba e querendo alguém que pudesse abrir o pacote das lixas. Nem sei quantas vieram.

No vôo de Auckland a Santiago, fui sozinha. Então pude dormir o vôo inteiro. O que não consegui na ida, consegui na volta. Também dormi muito no vôo de Santiago a São Paulo. As refeições foram ótimas. Quase não houve atraso. Na fila da imigração, dou de cara com o Carmo Dalla Vechia. Caramba, que homem! Pena que eu estava com cara de anteontem. Passei no free shop, nem gastei muito tempo. Estava completamente fora de noção de horário. Outra mega fila no check-in da Tam. Mais uma vez sem tempo para descansar no aeroporto. Em BH, o Gustavo ficou me esperando. Coitado, um atraso de uma hora e meia. Mas no fim deu tudo certo.

Estranho estar de volta. Chorei quando o avião decolou de Auckland. Ao mesmo tempo palavras vieram à minha cabeça: “às vezes você deixa para fazer isto quando você voltar”, “tem uma empresa que paga 26 dólares a hora”, “olha do Brasil, quem sabe arruma emprego de lá”… Quem sabe eu volto mesmo? A sensação é de que voltarei, mas só o tempo me dirá isto.

Último dia de aula

26 26UTC dezembro 26UTC 2009

Precisei acordar cedo na sexta-feira, já que não tinha nada para comer, teria que sair para tomar o café da manhã. Escolhi a Starbucks Coffee, na K Road. Chocolate quente e muffim. Confesso que o chocolate quente de lá não era dos melhores. Não sei se já comentei, mas o que mais tem naquela cidade é uma cafeteria.

Cheguei um pouco atrasada na aula. Mas deu tempo de participar do último game e perder. No entanto, preciso ressaltar que nas outras vezes fui do time vencedor e que mesmo no perdedor ainda marquei pontos para eles. Depois disso, foi dia de receber o certificado, fazer discurso e tirar foto com a turma. No final da aula, foram todos os alunos para o segundo andar da escola e eles tocaram músicas de natal e fizeram a gente cantar junto.

Depois da aula fui para o Mc com o Décio, nada melhor que um lanche de 3 dólares. Mas antes disso, fui dar uma olhada em livro para comprar e acabei comprando um cd de natal e um da Bic Runga, uma cantora neozelandesa. Gostei do CD.

De lá, encontrei o povo da sala e fomos para o cassino. Apostei 2 dólares. E descobri um fish and chips por 4.50. Dá para imaginar, dentro de um cassino, pagar só isto por uma refeição. Mais uma vez: por que tinha que ser no meu último dia?

Voltei para o City Lodge para me arrumar. Ia ter festa de natal lá e depois reunião de despedida no flat da Sophie. Participei de um game, e ganhei. Tirei uma viagem para Waiheke, mas não ia ter como fazê-la. Então trocaram, me deram um skywalk. Eu teria a parte da manhã de sábado para fazê-la. Até que a festa de natal foi legal. O Charles chegou e me deu de presente um CD com as bandas mais famosas de lá. Fiquei super feliz e surpreendida com a delicadeza dele.

E como ele havia prometido, a sexta-feira seria minha. Tomei refrigerante típico de lá e é gostoso. Fui a Ponsonby ver a árvore de natal e tive direito a festa de despedida com todos os meus colegas de sala. Sentirei saudades de todos. Não sei como, mas me segurei para não chorar. Só tive um começo de choro ao ouvir as músicas de natal, mas passou rápido. Foi uma sexta-feira inesquecível.

17 de dezembro, quinta-feira

Acabou o que tinha para café da manhã. Só sobrou um restinho de chá gelado. E aula. Está quase no fim. Fico me perguntando porque não me programei para ficar mais. Está certo que não contava com uma cidade tão cara. Mas poderia estar viajando com a galera para a ilha do sul. No entanto, estarei embarcando para o Brasil.

Já que era estava perto, e a sexta-feira prometia, resolvi arrumar as malas na quinta mesmo, assim teria noção exata do que caberia nelas. Deixei de fora somente as roupas que precisaria nos próximos dois dias. Inclusive a que iria viajar com ela. Até o meu pinguim foi para dentro da mala de mão.

Apesar de rodar muito, levar um susto com os preços do free shop. Aumentaram da última semana para esta, acredita? Voltei na Sky Tower para comprar meus cremes. Não quero nem ver minha fatura de cartão de crédito.

A noite foi dia de samba. Não podia perder minha última quinta-feira sem ir ao samba. Confesso que não aproveitei tanto quanto da primeira vez, mas foi bom. Encontrei o Manoel lá, a primeira pessoa que conheci em Auckland, dentro do Burger King. Mas antes disso, fui comer no Mc Donald’s, e não acreditei, paguei 3 dólares por cheeseburger, coca, e batata frita. Por que não vi isto antes? Três da matina já estava de volta ao meu quarto. Não consigo acreditar que minha viagem está no fim.

A quarta-feira, 16 de dezembro

Difícil lembrar as coisas agora. Uma semana depois da minha partida de Auckland. Mas vou tentar. A quarta-feira começou com aula. Tentei não perder um dia desta última semana. O café da manhã já estava no final, e não adiantava muito comprar algo porque ia acabar sobrando.

Eu ainda estava na minha caça assinatura na bandeira e pegar e-mails do povo para não perder contato. Era triste saber que meus dias estavam no fim. Não pensei que pudesse gostar tanto de lá. Se não me engano, tirei a quarta para comprar o restante dos souvernirs. A Sophie foi comigo na Sky Tower. Por incrível que pareça, os preços de lá estavam entre os melhores. O Jens foi junto.

Ganhei um cinto da D&G, presente da Shophie. De lá fui bater perna com o Décio. À noite tinha forró. O Charles foi me ver e foi um custo convencê-lo ir ao forró comigo. Mas desta vez até dançou. Apesar de ter ficado pouco tempo. Nunca pensei que fosse encontrar um kiwi que soubesse dançar salsa na minha vida.

Voltei para casa a pé e sozinha. O povo ia estender a saída, coisa que eu não estava muito interessada. Foram poucas as noites que dormi direito. No início eu tinha a desculpa do fuso, mas depois não tinha isto mais. Mais um dia terminava em Auckland.

Já no Brasil, mas ainda falando de Auckland

23 23UTC dezembro 23UTC 2009

 

Bem, já que não estou dormindo resolvi postar no blog. Acho que demorei por dois motivos: procurei aproveitar a minha última semana lá e fiquei sem tempo para computador; falar de lá para mim agora é bastante complicado, porque realmente sinto por não estar mais lá.

Como parei de contar a minha viagem na segunda-feira, 14 de dezembro, vou falar de Devonport. A terça-feira, para variar, começou com chuva, o tempo abriu e todos os alunos desceram a Queen Street rumo ao ferry. Mas a chuva voltou. Depois parou e por aí foi. Mas Devonport é muito bonita. Valeu a pena.

Paramos em uma praia e seguimos uma trilha de onde podíamos ver uma linda paisagem. No entanto, a professora saiu na frente e eu e a Adriana sobramos. A chuva voltou, retomamos o nosso caminho de volta e quando chegamos lá descobrimos a volta que demos para chegar ao topo da colina. Nós não, a professora. O chato foi que não fiquei sabendo a história do lugar, mas o Google pode me ajudar.

Voltei para Auckland, comprei pizza e esperei o Décio conversar com a noiva dele no Brasil. Lá fomos nós para o New Market. Fui procurar a bolsa da minha mãe, quase não achei. Ele é que a descobriu bem lá no fundo da praleteira debaixo. Acabei comprando uma para mim também. E uma jaqueta da Adidas. Não quero nem ver minha fatura do cartão de crédito.

Voltei para o Lodge, achando que o Charles iria me encontrar e pouco depois ele me manda uma mensagem dizendo que não podia, que havia perdido a carteira dele. Bem, o jeito foi descansar. O que para mim, naquela altura, era até interessante. Desci para a cozinha, comi o resto da minha pizza do almoço. Bati papo e voltei. No dia seguinte, eu teria aula. O tempo estava correndo rápido demais. Too bad.

ùltimas horas

18 18UTC dezembro 18UTC 2009

Vou passar rapidinho por aqui. Semana corrida, últimos dias, últimas horas. Os últimos dias só devo escrever do Brasil mesmo. Estou num café acessando a internet. Aproveitei para escrever. Este país é incrível. Conheci pessoas incríveis que nunca vou esquecer.

Estou levando comigo um pouco da cultura de diversos países e daqui da Nova Zelândia. Espero poder voltar e conhecer os lugares que não pude. Ontem foi festa de Natal no hotel, ganhei um voucher para a Sky Walk. Vou tentar fazer agora de manhã. Estou triste por estar indo. Estou deixando pessoas que fizeram parte destas minhas quatro semanas. Fui surpreendida com um presente. E estou muito feliz. É uma pena que o tempo passou tão rápido. Mas agora tenho amigos em Paris, na Turquia, na Alemanha, na Rússia, na Korea, aqui em Auckland, na Espanha, na Dinamarca e de outras partes do Brasil.

Estou levando comigo a bandeira daqui, com assinaturas das pessoas com quem convivi. É o mundo todo reunido em um só país. Ontem passei meu dia inteiro acompanhada. Inclusive com direito a festa de despedida. Bem, vou parar por aqui porque já estou começando a chorar. Consegui me segurar ontem, mas acho que hj não vai ter jeito.

Volto a falar do Brasil.

Até mais.

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