24 de dezembro
23 23UTC janeiro 23UTC 2008
A minha última semana em Cape Town e totalmente livre de aulas. E bem na véspera de Natal. Eu havia combinado com o Fernando de andar na cidade. Eu precisava ir ao Market Square para ver se encontrava os copinhos de shot e depois a gente faria algum programa cultural, ou lojas, sei lá o que mais. Eu com medo de ficar sem companhia para andar, e ele se dispôs a matar aula no dia para ficar comigo.
Logo na cozinha no café da manhã, já tivemos agregados. A Harumi também não quis ir a aula e saiu com a gente. Pegamos o metrô e fomos para o centro. Vi lojas, precisei sacar mais dinheiro. Este fato merece destaque: até hoje não sei como o dinheiro saiu, pois não escolhi nem a quantia. Cada banco lá tinha um sistema diferente e depois de algumas tentativas frustradas, saiu um valor de 500 rands da máquina. Simplesmente não sei como.
É impressionante como os feirantes pegam a gente para vender o artesanato. Era tanta coisa que, se comprasse tudo, precisaria de um container. Comprei um jogo americano dos “Big six”, que na verdade eram seis pinturas de animais encontrados na África. O Fernando até comentou que eu precisaria casar logo, pela quantidade de coisa para casa que eu havia comprado. No caso específico do jogo americano, eu estava seguindo os passos da Mari, ou seja, já pensando realmente na minha futura casa. – Como eu estava pensando longe… sem emprego e já pensando em ter a minha casa! – Nisso, a vendedora oferece para ele, que espertamente solta que éramos casados. Olha só o que as pessoas falam para não comprar…
Umas duas barraquinhas à frente o sujeito me ofereceu uma máscara com uma família de elefantes miniatura. E eu acabei comprando. Tudo por 20 rands! Depois disso, caiu uma chuva torrencial, que não nos deixou andar por um bom tempo.
No meio da manhã, a Mari me ligou falando que a galera ia jantar no Waterfront para comemorar o natal. Conversei com a Harumi e com o Fernando, e a gente decidiu comprar as coisas e fazer na residência. Retornei para ela dizendo que eu não iria. E no meio do caminho a gente encontrou a Tarsila que se juntou a nós para a ceia de natal. Logo em seguida foi a vez do Vítor. Bem, nos separamos e uma parte ficou por conta de comprar as bebidas e a outra por conta de comprar a comida.
Antes eu tivesse ficado por conta da bebida. Eu e o Fernando fomos para o supermercado perto da escola, que estava lotado e não tinha quase opção nenhuma mais. Foi complicado encontrar um franguinho por lá. E queríamos muito uma farinha de mandioca, mas só encontramos mesmo para fazer bolo. Comprei chocolate também para a sobremesa.
Chegando ao YMCA acabamos com mais agregados ao jantar. E eu estava tão cansada por não ter dormido direito. Aliás, tirando a cochilada no sofá enquanto esperávamos pelo táxi da Sílvia, eu devo ter dormido umas duas ou três horas só. O Fernando me mandou dormir. E capotei mesmo. Se o povo não me chama, era capaz de emendar. Quando cheguei, o jantar já estava pronto.
Depois da ceia descemos para ver um filme: O senhor das armas. Só sei que ninguém viu o filme todo. Cada um dormiu para um canto. E assim foi a nossa noite de natal. Conversa, bebida e comida…

Uma pausa na ceia para tirar foto

