O Natal
24 24UTC janeiro 24UTC 2008
Como era de se esperar, todo mundo acordou tarde no dia 25 de dezembro. E conversa vai, conversa vem, decidimos ir para a praia. Como o metrô ia demorar, todo mundo resolveu almoçar primeiro. Eu comi umas frutinhas, já que não tinha mais nada para o almoço. E foi a galera para o metrô.
Quando chegamos na estação, estava tudo fechado. E achamos muito estranho. De tanto procurar encontramos uma porta destrancada e entramos. Este foi o momento fotos. Não demorou muito e o metrô passou. Na estação central, no quadro de horários havia um aviso mandando a gente ignorar as informações. E não havia ninguém trabalhando. Era um dia de tem de graça. Achei isso muito estranho mesmo.
A galera optou por Clifton 4th. O dia não estava dos melhores, mas dava para pegar uma praia. Não ventava muito e havia um mormaço. A praia era realmente muito bonita, mas novamente com água gelada. Assim que todos se ajeitaram, eu e a Mari saímos para uma caminhada pela praia. Eu, sinceramente, não agüento ficar deitada quarando no sol. Passamos a tarde lá e depois fomos comer alguma coisa no Lamed. Neste momento a turma se separou. Uma parte foi para o Café Caprice, em Camps Bay.
Na volta, negociamos uma van para nos levar até o Observatory. Mas não era o dia do motorista. Na altura do Sea Point, ele pára a van em um posto de gasolina e é multado. Não entendemos nada. E a mulher que estava com ele, só falava em um dialeto africano. Piorou a situação, né? Depois ele saiu numa pressa, que a gente continuou sem entender e perto da residência ele ainda conseguiu bater e quebrar o retrovisor dele. Todo mundo estava vendo que não daria para passar os dois carros ali, e ele nem reduziu a velocidade. Mais prejuízo. A gente chegou no YMCA rindo, sem entender nada e era consenso: não era o dia dele.
Depois disso, nada melhor do que um banho e bater papo. Fui para o quarto da Mari. E me deparei com ela lavando roupa e com um perfeito varal por lá. Eu e a Juliana ficamos lá e eu aproveitei o secador da Jú para secar o meu cabelo. E assim o tempo passou. Ainda fiquei sabendo da dura que ela deu no Alejandro para lavar as vasilhas. Os meninos eram muito espertos, iam para a nossa cozinha fazer comida e deixavam tudo sujo para a gente lavar depois.
No dia seguinte, era feriado e tínhamos que pensar no que íamos fazer. O castelo era uma das opções, mas o desejo de todos era a Table Mountain. Então deixei mais ou menos combinado com o Fernando o passeio pela montanha, se o tempo ajudasse.
Na África, o dia 24 é um dia normal. O Natal é comemorado no dia 25, com almoço ou jantar, e o dia 26 é feriado. Para quem quer estudar, não é muita vantagem ir nesta época do ano, porque perde muita aula. Mas se o objetivo for passear…

A galera na praia

Esperando pela comida no Lamed, que por sinal estava péssima

