Castelo e montanha
25 25UTC janeiro 25UTC 2008
O dia 26 de dezembro amanheceu com nuvens no céu. E como eu imaginava, cobrindo a Table Mountain. Nossos planos tiveram realmente que ser modificados. Então o destino foi o Castle of Good Hope. Tomei o café da manhã. Na verdade, nem estava provida disso. Um supermercado seria bem importante. Combinei tudo na cozinha e fui para o meu quarto me arrumar.
Lá a Tarsila resolveu se juntar a nós. E quando desci, o Júnior e o Fernando já estavam me esperando. E eu na maior calma lá em cima. Já na estação, lembrei da Mari e liguei para ela, que foi nos encontrar. Estava tão acostumada com o lance de estar sempre esperando alguém, que quando vi o povo me esperando, esqueci de chamá-la. Mas me redimi.
O castelo é um dos lugares mais lindos. Ou melhor, é lindo também, porque tudo naquela cidade é de uma beleza sem limites. Vi cadeiras de 1790, peças desta época, uma pintura de Vasco da Gama (ainda acho que a chegada dos portugueses não fez bem para o país, mas tudo bem), um ônibus de madeira puxado por cavalos brancos, entrei em calabouços. Mas chegou uma hora que a fome apertou. E eu, com fome, não sou ninguém. O lugar era enorme, e sinceramente, quando eu voltar lá, terei que visitar o castelo de novo, porém melhor alimentada.
A essa altura, o Vítor já havia me ligado para saber o que estávamos fazendo e foi encontrar com a gente. E o Júnior, que estava passando mal, voltou para casa. Fomos almoçar. Nunca me senti tão feliz com isso! Almoçamos em um restaurante lindo no centro da cidade, no Market Square. Na verdade, comi um sanduíche e muito bom. Quando olhamos, a Table Mountain estava limpa de nuvens. O dono do restaurante ligou para lá e estava aberto. Resultado: corremos para a montanha.
Negociamos com o taxista e enfrentamos uma mega-fila para comprar a entrada do cable car. Desta vez eu não tirei foto com o ingresso não, afinal de contas já tinha conseguido essa façanha antes. Sorte do Fernando, que conseguiu na primeira tentativa. E, se não me engano, da Tarsila e da Mari também.
Caminhamos bastante pelo topo da montanha. E depois escolhemos uma rocha para sentar e acompanhar o pôr-do-sol. Perdi as contas de quantas fotos eu tirei. E lá ficamos um bom tempo. Até que todos decidiram acabar de dar a volta na montanha e ver o pôr-do-sol de outro ponto. Aliás, começou a fazer frio, assim que o sol abaixou um pouco. Mas valeu cada minuto lá em cima: a vista mais bonita que vi na vida, além do mais belo pôr-do-sol. Fora a sensação de liberdade e paz de espírito.
A volta para casa foi meio desastrosa. Nenhum taxista podia nos buscar, e o que ficou de nos pegar, quebrou o carro. Por fim, a Mari conseguiu chamar o Mô que rapidinho chegou lá. Como ninguém tinha nada para comer, e o supermercado já estava fechado (quase 10h da noite), pedimos pizza. E era tão pequena, que nem deu para matar a fome de todo mundo. Devíamos ter pedido duas…
Mas tivemos mais uma surpresa. Gente nova na residência, e para variar mais um brasileiro. Fiquei até tarde na cozinha batendo papo com ele, a Harumi e a Tarsila. E acertamos de ir ao District Six no dia seguinte pela manhã, enquanto o povo estivesse na aula.

Uma pequena parte da Table Moutain

O pôr-do-sol visto da Table Mountain

