Fabyana Assunção

One year

24 24UTC novembro 24UTC 2008

Eu não acredito que o texto que fiz não foi postado. Mas vou tentar de novo…

Hoje faz um ano que viajei para a África do Sul. Não poderia deixar de registrar aqui o dia de hoje. Foi a melhor experiência da minha vida. E o ano passou tão rápido que até assustei. Parece que foi ontem.

A vida por aqui está corrida, cheia de mudanças, mas está boa. Quando resolvi ir para lá, não imaginava que poderia ser tão bom. Acho que é por isto que foi bom. Não tinha expectativa, só queria ir. E muito menos imaginava que tanta coisa ia acontecer no prazo de um ano.

A África é um país lindo, fascinante. (Até hoje babo nas fotos.) Simplesmente amei o que conheci, quem conheci, o que vivi. Se as pessoas soubessem quanto é bom viajar, não ficariam em casa. E se o problema for grana - este eu conheço bem -, viaje numa biblioteca. O mundo é vasto e lindo e cheio de coisas para se conhecer, mesmo sentado numa mesa lendo.

Aprendi com a viagem que tenho muito o que aprender e a viver. E aprendi que enquanto eu achar dificuldade em concretizar meu sonho, dificuldade encontrarei. Então, vamos sonhar e realizar. Quero viajar de novo, mas a crise me pegou de surpresa - não só a mim, né?

Meu próximo destino talvez seja a terra de Fidel. Mas ainda estou analisando as possibilidades. Não interessa pra onde eu vá, Cape Town sempre será lembrada com carinho. Que saudades daqueles que foram minha família lá. Definitivamente foi muito bom viver aquilo.

TIA - This is Africa

Loucura e surpresa

2 02UTC novembro 02UTC 2008

Há algumas semanas vários fatos aconteceram e quis falar, ou melhor, escrever diversas coisas, mas o tempo foi passando e mais uma vez deixei este blog em branco. Não sei se estava digerindo algumas informações, ou se estava apenas adiando estes comentários. Então vou começar pelo fato que prendeu a atenção do povo brasileiro durante cinco dias: o caso Eloá.
Um jovem, até então considerado normal, entra na casa da ex-namorada e a mantém refém durante cinco dias. Juro que em alguns momentos cheguei a pensar que aquilo fosse uma brincadeira, que tomou proporções enormes e o cara não sabia como terminar com aquilo. Até agora não dá para entender como a amiga Nayara voltou para o cativeiro, como a polícia deixou e como ela pôde entrar de novo no apartamento. Sinceramente, o fato para mim é inexplicável. Mas o pior foi o desfecho da história: amiga com um tiro no rosto e a ex-namorada morre com um tiro na cabeça.
Estes fatos chamam a atenção para o que a gente nunca pensa: não conhecemos as pessoas. Não sabemos exatamente quem está ao nosso lado. E o pior, as pessoas não estão sabendo lidar com o NÃO. Esta palavrinha precisa ser dita no decorrer da vida e ensinada às crianças desde cedo. Infelizmente a vida não é um conto de fadas, onde ganhamos tudo e conseguimos sempre o que queremos. Perdemos, e perdemos muitas vezes. O ser humano precisa conviver com as perdas, saber ganhar e perder é uma dádiva. Perder nem sempre é ruim, às vezes é necessário para que consigamos crescer. Lindemberg perdeu Eloá e não conseguiu conviver com isto. Imagina se a cada derrota, a gente resolve eliminar o causador? O mundo já estaria desabitado há muito tempo. Afinal de contas tudo – alegrias e tristezas – fazem parte da vida.
Eleições municipais
O outro assunto que vou abordar aqui é sobre as eleições municipais. Eu sempre disse que nós temos os governantes que merecemos. Mas nesta eleição até me senti orgulhosa de ser brasileira. Vou me ater às eleições de Belo Horizonte.
O segundo turno foi disputado entre Marcio Lacerda e Leonardo Quintão. Marcio Lacerda, até então, era um desconhecido do povo belorizontino. E a estratégia de campanha no primeiro turno não ajudou muito. Como Lacerda não é um político nato, ele acabou não aparecendo e, assim, ficando só com a garantia do apoio do atual prefeito, Fernando Pimentel, e do governador de Minas, Aécio Neves. Bem, deu no que deu: segundo turno com Leonardo Quintão.
Já Quintão apostou no talento que tem de bom ator e pastor. Quis se mostrar próximo ao povo, e as suas propostas se baseavam em cuidar de gente, discutir junto para encontrar as soluções. Mas o que mais me comoveu foi o seu pedido de voto. Num belo dia, no horário eleitoral, ele pede para a gente votar nele porque ele queria ser o herói dos filhos dele. Não é o máximo? Ele quer ser herói dos filhos dele, gente! Acho que o melhor é a gente mandar uma roupa de Homem Aranha para ele. Ainda bem que muita gente teve bom senso e optou pelo Marcio Lacerda. Mas que foi divertido ver horário eleitoral com o Quintão, isso foi. E mais ainda visitar o youtube. É gente votando em gente. Isso dá pra fazer.

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