Fabyana Assunção

Um turbilhão de pensamentos

30 30UTC dezembro 30UTC 2008

Estou a poucos minutos do último dia de 2008. Milhares de coisas passaram pela minha cabeça. Há um ano eu tinha acabado de chegar da melhor experiência da minha vida, cansada, mas empolgada com cada minuto vivido do outro lado do Atlântico. Quem leu meu blog sabe bem do que estou falando. No entanto, quanta coisa aconteceu nestes meses, quanta mudança. Parece que foi ontem, mas não foi. Milhares de coisas aconteceram nestes 12 meses.

Um ano de grandes mudanças, assim posso resumir 2008. Algumas foram visíveis, se é que assim posso dizer, outras foram internas. Foi um ano de trabalho, muito trabalho. De decepções, mas também de conquistas. Aprendi como o mundo é grande e como eu sou pequena e hoje, inconscientemente, eu assumi que sou uma mulher sozinha.

Fazendo uma retrospectiva, eu cheguei à conclusão de que sou sozinha. Os melhores e os piores momentos eu passei ou enfrentei sozinha (não quero parecer ingrata com algumas pessoas, sei que tenho amigos). E este ano eu precisei realmente ficar sozinha para enxergar como sou forte. Comecei o ano numa espécie de recolhimento. Sem carro, não tinha muito o que fazer. Meu réveillon foi dentro de casa e foi uma noite legal, porque, mesmo sozinha, eu estava feliz. Arrumei-me para 2008 e comentando isso hoje com uma amiga, ela perguntou: “você tinha esperança de aparecer algo de última hora?”. A minha resposta foi contundente: “Não, eu sabia que ninguém iria me chamar para nada, pois ninguém tentou armar algo comigo enquanto eu estava viajando ou antes”. E esta foi a realidade: enquanto estive sem carro poucos foram os convites para sair. Tinha dias que isto me chateava, mas no geral, acostumei a curtir a minha companhia.

E assim levei o resto do ano. Afastei-me de quem eu não me sentia a vontade, aprendi a sair sozinha, aprendi a curtir o filme, a pipoca, o livro. Pessoas reapareceram, outras sumiram. Amigos feitos em Cape Town continuaram amigos, outros simplesmente sumiram.  Pessoas que me eram muito caras mostraram-me que não mereciam os sentimentos, as considerações que tinha por elas. Outras me surpreenderam. Mas acima de tudo eu aprendi a ser mais leve.

Trabalhei e trabalhei. Alunos me ensinaram muito e vou guardá-los para sempre no meu coração. O jornalismo continuou presente na minha vida, minha maior paixão. Amo escrever e isto me realiza. Ou seja, consegui unir profissão com amor, paixão. Completei dez anos de formada. E foi justamente neste ano que assisti a uma colação de grau de jornalismo novamente. Foi como recomeçar, relembrando o juramento e ouvindo o discurso do professor sobre lead, sub-lead, bigode, as histórias reais que contamos todos os dias. Foi como uma injeção de ânimo ouvir aquilo e dois dias depois encontrar a minha turma. Aquela que conviveu quatro anos, que riu, brigou, chorou junta. Mais riu que chorou. Como é bom ver que todo mundo está bem e que nós continuamos rindo juntos!

Também foi um ano em que sofri, que meu coração se alegrou e chorou. Tomei algumas decisões quanto a relacionamento e uma delas é parar de investir sozinha. Conheci uma pessoa maravilhosa, de um jeito diferente, leve e divertido. Como foi bom! Mas algo aconteceu, e… Imaginava um réveillon diferente, mas infelizmente não será bem como eu desejava. Enfim, eu gostaria de estar mais radiante, mas meu coração chorou. Só que este ano foi definitivamente um dos melhores anos da minha vida, senão o melhor. Por isto, preciso comemorar e celebrar. Além disso, o início de um novo ano sempre traz esperanças, é sempre um período de renovação. E como dizem que a esperança é a última que morre… Vamos lá! E o que tiver que ser será.

Este deve ser o meu último post do ano. Tirando a minha viagem, este foi o post mais pessoal que escrevi aqui até hoje. É como se eu acabasse de me desnudar para quem quiser olhar. Já escrevi sobre política, economia, dor, morte, viagem, vida. E é vida que eu quero em 2009. Que 2009 seja muito melhor do que foi 2008. Realmente espero que o que não deu certo agora, eu consiga realizar no ano que vem, assim como cada dia mais eu evolua como profissional e como pessoa.

Tenha um excelente 2009! Muita paz, amor e saúde!

Obrigada

P.S.: O que eu vou escrever aqui no ano que vem? Bem, não sei ainda. Provavelmente será um mix de acontecimentos do mundo e da minha vida. O mesmo que vem acontecendo desde que comecei este blog.

O que estamos fazendo?

28 28UTC dezembro 28UTC 2008

Belo Horizonte está há mais de uma semana debaixo de chuva. Salvo algumas pequenas estiagens. O que temos visto é uma mudança climática com estações sem muita definição. Estamos em pleno verão e ainda não vi nada de verão. Onde está o sol? O calor?

A chuva dos últimos tempos trouxe destruição e nos mostrou que, se não cuidarmos do nosso planeta provavelmente nossos filhos e netos não poderão viver nele. Em todas as imagens das enchentes garrafas pet e sacolas plásticas estavam presentes boiando e comprovando o nosso descaso com a nossa própria vida.

A Terra é enorme e linda. Somos pequenos e arrogantes. Achamos que podemos tudo, mas a natureza vem aos poucos nos mostrando que não é bem assim. O aquecimento global pode acabar com ilhas, cidades, países inteiros caso a gente não tome atitude agora. Quem não se lembra do tsunami? Ou então de terremotos no Brasil? Santa Catarina foi arrasada pelas chuvas e agora cidades inteiras de Minas Gerais.

Se cada um fizer sua parte, podemos salvar o planeta. A Câmara de Belo Horizonte aprovou uma lei, e a partir de 28 de fevereiro do ano que vem os supermercados não poderão mais usar sacolas plásticas. Acho que este é um grande passo rumo à conscientização ecológica da população.

Já disse em outro texto que lá na África do Sul, se não levarmos nossa sacola, pagamos pela sacola de plástico do supermercado. Água, bem, lá eles dão bem mais valor do que nós aqui. Logo que cheguei, comprei uma sacola para fazer compras e recentemente ganhei outra de brinde. Estou preparada para a nova lei.

Se quisermos um planeta saudável, precisamos fazer nossa parte. Quero desenvolvimento sim, mas desenvolvimento sustentável para que daqui a 10, 20, 50 anos as futuras gerações ainda possam desfrutar das belezas naturais que temos hoje. Faça sua parte! Só assim conseguiremos manter o nosso planeta vivo.

Balanço de Natal

25 25UTC dezembro 25UTC 2008

Fim de ano é sempre época de reflexões e Natal deixa muita gente mais sensível, mais amorosa ou sentimental. Afinal de contas é quando comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. E também a chegada do Papai Noel.

Emociono-me com a solidariedade das pessoas, e tento fazer o que posso. Muito menos do que poderia, mas pelo menos tento. Eu levei um baque neste Natal, por isso não me sinto inteira e talvez não tenha aproveitado estes dois dias com a alegria no coração que deveria. Mas não deixei de rezar e agradecer a Deus por tudo de bom que me aconteceu este ano.

Há um ano, a esta hora eu já deveria estar dormindo lá em Cape Town, depois de um dia na praia e uma comida nem muito boa. Mas em boas companhias. Como este ano e em alguns outros, o espírito natalino não estava em mim. Ano passado conseguiu ser meu melhor Natal, sem a menor cara da data. Engraçado, né? Não sei explicar o motivo. O certo é que a correria do dia-a-dia há tempos não me deixa empolgar mais como antes.

Apesar de tudo, do Papai Noel não ter realizado meu pedido, ele me trouxe presentes durante o ano inteiro. E hoje eu ouvi um ritual de uma pessoa que me fez mudar de idéia sobre o balanço que eu ia colocar aqui. Esta pessoa disse listar as dez melhores coisas que aconteceu com ela no ano. Eu sempre faço lista de metas no último dia do ano, mas listar o que de bom aconteceu, nunca. Então vou deixar aqui hoje o que de melhor aconteceu comigo em 2008. Agradecendo a Deus por estas bênçãos e acreditando num 2009 melhor ainda. O meu balanço foi muito positivo e acho que vale a pena acreditar que o que não deu certo agora, dará em 2009.

Vamos lá, as dez melhores coisas que me aconteceram neste ano:

1.      Empregos

2.      Meus alunos

3.      Carro

4.      Mudança de casa

5.      Uma pessoa que me fez feliz

6.      Cachoeira

7.      Trilhas

8.      Vinho

9.      Viagens que fiz para Vila Velha e Manhuaçu

10.  Meu recolhimento durante um tempo, quando aprendi a viver comigo mesma e a não me submeter ao que não quero ou não me faz bem.

 

Balanço de Natal

Fim de ano é sempre época de reflexões e Natal deixa muita gente mais sensível, mais amorosa ou sentimental. Afinal de contas é quando comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. E também a chegada do Papai Noel.

Emociono-me com a solidariedade das pessoas, e tento fazer o que posso. Muito menos do que poderia, mas pelo menos tento. Eu levei um baque neste Natal, por isso não me sinto inteira e talvez não tenha aproveitado estes dois dias com a alegria no coração que deveria. Mas não deixei de rezar e agradecer a Deus por tudo de bom que me aconteceu este ano.

Há um ano, a esta hora eu já deveria estar dormindo lá em Cape Town, depois de um dia na praia e uma comida nem muito boa. Mas em boas companhias. Como este ano e em alguns outros, o espírito natalino não estava em mim. Ano passado conseguiu ser meu melhor Natal, sem a menor cara da data. Engraçado, né? Não sei explicar o motivo. O certo é que a correria do dia-a-dia há tempos não me deixa empolgar mais como antes.

Apesar de tudo, do Papai Noel não ter realizado meu pedido, ele me trouxe presentes durante o ano inteiro. E hoje eu ouvi um ritual de uma pessoa que me fez mudar de idéia sobre o balanço que eu ia colocar aqui. Esta pessoa disse listar as dez melhores coisas que aconteceu com ela no ano. Eu sempre faço lista de metas no último dia do ano, mas listar o que de bom aconteceu, nunca. Então vou deixar aqui hoje o que de melhor aconteceu comigo em 2008. Agradecendo a Deus por estas bênçãos e acreditando num 2009 melhor ainda. O meu balanço foi muito positivo e acho que vale a pena acreditar que o que não deu certo agora, dará em 2009.

Vamos lá, as dez melhores coisas que me aconteceram neste ano:

1.      Empregos

2.      Meus alunos

3.      Carro

4.      Mudança de casa

5.      Uma pessoa que me fez feliz

6.      Cachoeira

7.      Trilhas

8.      Vinho

9.      Viagens que fiz para Vila Velha e Manhuaçu

10.  Meu recolhimento durante um tempo, quando aprendi a viver comigo mesma e a não me submeter ao que não quero ou não me faz bem.

 

 

 

Natal

24 24UTC dezembro 24UTC 2008

Bem, hoje é véspera de Natal e não era bem isto que tinha em mente escrever. Na verdade, vou colar um texto que recebi de Feliz Natal. Não sei se quem me mandou é o autor, mas é um texto que vale a pena ler e refletir. Estou numa época de balanço e amanhã escrevo o que tinha em mente para hoje.

Mudança de planos, né. Afinal de contas, não sabemos o minuto seguinte como será. E aprendi que não dá para planejar cada momento da sua vida. Às vezes, as coisas simplesmente acontecem.

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim.

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você sendo jovem,

Não amadureça cedo demais,

E sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,

Com o máximo de urgência,

Acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro

Erguer triunfante o seu canto matinal

Porque assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja

E acompanhe o seu crescimento,

Para que você saiba de quantas

Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele na sua frente e diga “isso é meu”, só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar.

Feliz Natal!

Despreparo ou imprudência

11 11UTC dezembro 11UTC 2008

Policial não é remunerado como deveria. O risco está presente diariamente na vida dessas pessoas que resolveram defender a lei e a justiça. Ainda mais num mundo cada vez mais violente. Hoje foi notícia a “absolvição” de um dos policiais que matou um garoto há uns meses. Absolvição porque ninguém ficou satisfeito com a pena. Também pelo vídeo nem sei como os advogados encontraram desculpa para o fato.

O mesmo aconteceu com o Jean Charles na Inglaterra, e até hoje há uma peregrinação da família em busca da punição dos culpados. Isto me faz pensar: polícia é polícia em qualquer lugar do mundo. Até nas terras da rainha.

Lá eu não sei, mas aqui a gente sabe que há muita deficiência, principalmente com bandidos mais armados que nossa própria polícia. O medo está presente na vida de todo mundo, inclusive dos policiais que são obrigados a enfrentar bandidos diariamente. Não defendo ninguém, mas acho que está na hora de haver mais segurança em nosso país. O que significa: armas adequadas, treinamento e mais efetivo nas ruas.

Precisamos de segurança e de policiais preparados nas ruas.

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