Fabyana Assunção

Mais do 1º dia - Inusitado

22 22UTC novembro 22UTC 2009

Dormi, descansei um pouco. E fui para a rua, com mapa na mão para não me perder. Até os ônibus daqui são de outro mundo. Ruas limpas e lindas. Andei só pelo centro da cidade. Vi cada loja, entrei em cada loja de departamento que deixaria qualquer amante de perfume, maquiagem e roupas completamente louca. O que tem de loja aqui com placa escrita em japonês, chinês, algo parecido! O mesmo com as pessoas na rua. Nunca vi tanto olho puxado.

Vi umas roupinhas lindas na promoção. Acho que vou acabar comprando. No entanto, os preços daqui não são muito bons não. Para se ter ideia uma tinta de cabelo da Lorela eu vi a 24 doláres. Não quero nem imaginar o preço do cabeleireiro.

Fui surpreendida aqui. Ruas com movimento e várias lojas abertas. Livro aqui também não sai barato não. Mas devo procurar mais e comprar algum. Os daqui por maiores que sejam, não pesam. Por que no Brasil não é assim? Por que não mudam o tipo do papel e diminuem o peso e o preço? Mas isto é outro assunto.

Depois de entrar em algumas lojas, me segurar para não comprar roupa no momento, resolvi comer no Burguer King. E eis o que acontece: ouço português. Encontrei brasileiros que já estão aqui há um tempo e acabaram me levando para uma igreja de brasileiro. Acho que conheci toda a comunidade brasileira na Nova Zelândia. Exageros à parte, é muito brasileiro que se junta a essa igreja e encontra apoio para continuar aqui. Depois do estresse da manhã, meu fim do dia foi até bom. Fiz novos amigos, me situei na cidade. Agora é conseguir dormir direito para o primeiro dia de aula. Tomar mais um comprimido para a gripe e pronto.

Segundo informações aqui é uma cidade tranquila, onde os guardas nem usam armas. Pelo que vi é limpa. Tirando a suspeita de estar sendo seguida hoje na hora que saí, foi bem fácil andar por aqui. Amanhã depois da aula vou comprar meu chip da Vodafone. E aí, serei quase uma Kiwi. Boa noite ou bom dia a você, meu querido leitor!

Diário de bordo 2 – 1º dia em Auckland

21 21UTC novembro 21UTC 2009

Bem, hoje já é domingo e nem vivi o sábado. Mas antes de chegar no domingo preciso contar sobre a viagem. Como sempre, acontece algo comigo para ficar na história. Desta vez foi o barraco que rolou em Guarulhos.

O meu vôo estava até com atraso dentro do normal. Só que uns passageiros que esperavam desde o dia anterior resolveram não deixar outro avião decolar. E fecharam o portão. Até policial federal foi lá para resolver o problema. Resultado: empresa propôs acordo, eles aceitaram e nós embarcamos.

As aeronaves bem legais. Acho que nunca viajei tão chique. Pude escolher meu próprio filme ou ouvir minha música. Monitor de TV exclusivo. Até Santiago foi tranquilo. Mas depois… Acho que nunca mais faço uma viagem tão longa. A não ser a de volta para casa. As 13 horas dentro do avião de Santiago para cá me mataram. Acho que gripei no vôo até o Chile e suportar mais 13 horas foi um suplicio. Nem filme eu consegui ver. Fora o cansaço, a vontade de dormir, a dor no joelho q deu. Acho que estou ficando velha.

Mas enfim, no aeroporto em Guarulhos já conheci um povo legal. E meu vizinho de vôo até Santiago é um barato. Ele estava indo para Darwin numa missão da ONU. E como eu sou fascinada com a ONU é óbvio que fiquei querendo saber tudo. Nessas horas volta aquela vontade enorme de trabalhar lá. Mas enfim, acho que ele riu bastante de mim. Vamos ver se vou conseguir manter contato.

Dentro do avião rolou stress com o meu todinho. Acabei declarando comida e pensei que ia ficar sem ele e o miojo. Que nada. O povo aqui é dez e saí. O grande problema foi aqui no hostel. Cheguei antes das 6 da matina e só fui conseguir quarto em torno das 10 horas. Chorei até de nervoso, de cansaço, falei que ia reclamar, que era um absurdo o quarto que eu iria ficar ser liberado só depois das 14 horas. Resultado: estou num quarto de casal. Lado ruim: sozinha, com a garganta doendo e o nariz escorrendo.

Quase meio dia de domingo aqui em Auckland. Chuva, eu doente e morrendo de preguiça. Mas daqui a pouco vou sair e ver o que tem por aqui. Pelo que vi no traslado do aeroporto, a rua de cima é de noitada. Só não sei o nível da galera que a freqüenta. E por último, liguei para casa via Skype. Realmente muito barato. Uns 17 minutos não chegaram a 1 euro. Gostei disso. Assim que tiver novidades eu volto. Preciso fazer o reconhecimento do lugar aqui. Mas antes vou tentar dormir um pouco.

Diário de bordo 2

20 20UTC novembro 20UTC 2009

Estou começando minha segunda aventura por terras distantes. Confesso que dá um certo frio na barriga. Mas é muito bom poder viajar de novo. Neste momento estou no aeroporto de Guarulhos aguardando um voo para Santiago e la eu pego um para Auckland. Chego às 4h20 da matina de domingo lá. São só 15 horas de diferença. Terei um dia inteiro e uma noite até chegar na escola.

Não faço a mínima idéia do que vai acontecer. Também não quero criar expectivas. Só quero viver. A viagem começou bem, com um amigo me levando até o aeroporto. É bom conhecer pessoas bonitas na vida da gente. Meu voo está programado para pouco menos de meia hora. Nem vou me estender tanto por aqui. Só quero dizer que pretendo colocar o meu dia a dia de viagem. Mais um sonho sendo concluído.

Volto de Auckland, da terra dos maoris.

bjins

Acender a luz

18 18UTC outubro 18UTC 2009

Participei de um festival indiano. Ontem, eles comemoram o ano novo indiano. E hoje eu tive a oportunidade de conhecer um pouco desta celebração. Não difere muito do nosso ano novo, a não ser que eles procuram manter o espírito elevado durante o tempo todo, não somente naquele momento de festa.

“A vida é valiosa quando as virtudes permeiam nossos pensamentos, palavras e ações. Acender a luz interior da confiança dispersa a escuridão do mundo e devolve a chama da vida”. Esta foi a mensagem que recebi lá e trouxe para casa. Acendemos uma vela com o simbolismo de acender a nossa luz e o nosso trabalho é mantê-la acesa durante toda a vida.

Eu enrolei algumas semanas para aparecer na ONG. E hoje, o que foi falado lá parecia que foi feito para mim. Esta semana entrei num conflito interno enorme. Comecei a questionar determinadas situações e a me perguntar por que deixo acontecer. Não cheguei a nenhuma resposta concreta, mas resolvi tomar algumas decisões. No entanto, ainda não sei qual será o resultado, por não saber nem se terei a oportunidade de defini-la. Mas se não tiver, é porque ela já foi definida por si só.

O que foi falado lá é: coloque um ponto final no seu passado. Exatamente o que pretendo fazer. Já me boicotei tempo suficiente e não quero que isto aconteça. Por que é tão complicado para mim? Eles disseram que com o tempo, o peso do passado vai ficando grande, e não temos mais espaço para o novo. E é o novo que eu quero agora.

O que eu preciso é de fé, esperança e luz. Perdoar-me e aos outros. Focar nas minhas metas e acreditar que vou consegui-las. Quero pensar diferente, alimentar a cada dia a minha luz e com isto ajudar a mim e aos outros. Quero acreditar que tudo é possível e estar em paz comigo mesma. Hoje eu decidi: a felicidade é a minha meta.

Falta paixão

5 05UTC outubro 05UTC 2009

Férias. Estou uma pessoa movida por esta palavra. Mas não queria estar. E não sei exatamente o que fazer para mudar. Hoje é segunda-feira e estou cansada como se fosse sexta-feira. O que está acontecendo?

A semana promete correria, que na verdade não quero muito participar. Mas tenho. Estresse? Acho que pode ser. Mas acho que tá faltando paixão. Não necessariamente por alguém, mas por algo. Tirando a minha viagem, não consigo pensar em mais nada prazeroso.

Gosto de escrever, talvez seja por isto que voltei a postar tão rápido. Mas queria voltar a ter prazer nas coisas e não encarar como um fardo. Preciso dormir bem, acordar renovada e descobrir algo que me faça apaixonar novamente. Um livro? Um filme? Escrever um livro? Viajar?…

Quanta coisa

4 04UTC outubro 04UTC 2009

Fiquei um tempão sem escrever aqui. Confesso que falta inspiração ou paciência. Às vezes acho que perco tempo demais conectada e fazendo pouca coisa produtiva. Mas enfim, estes dias estou meio sem paciência de ficar na net, apesar do computador ligado o tempo inteiro. Acho que estou querendo ficar mais inteligente, está bem, mais intelectualizada.

No mês de setembro comemorei mais um ano de vida. Tem horas que assusto, está passando realmente rápido. Estou naquela fase da mulher que esconde a idade. Para que falar, né? Mas falando de coisa boa, este foi o melhor aniversário da minha vida. Tive uma surpresa linda dos meus alunos, e nestas horas que vem o sentimento de que vale a pena dar aula.

Falando em aula, foi um período de balanço também. São anos de batalha e de repente, depois de muitas voltas estou onde minha vida profissional começou. Não quero falar que foi um giro de 360° porque parece que voltei. Não, evoluí. Minha faculdade foi concluída à base das minhas aulas de inglês e o meu primeiro emprego como jornalista foi em sindicato. E cá estou eu: dando aulas de inglês e trabalhando em sindicato novamente. Evito pensar que foram 360° porque parece que vou passar tudo de novo. Quero pensar que o mundo girou, eu enfrentei alguns obstáculos e agora as coisas começam a se encaixar novamente.

Talvez eu precisasse de tudo isto para dar valor agora. Vai saber? Estou numa fase cansada, precisando de férias, tentando evoluir como pessoa e como ser espiritual. Hoje eu procuro dar menos importância às coisas que me acontecem, evitando sofrimento. Acontecem coisas que eu gosto e que eu não gosto, mas vai ser sempre assim. Então quanto menos eu valorizar a situação que me deixa triste, menos tempo sofrerei pelo que não pode ser feito mais. E assim vou vivendo a vida.

Acho que não vai dar para colocar aqui as emoções de setembro, como deveriam ser colocadas. Estou na expectativa, sem muita expectativa, mas uma coisa muito legal aconteceu. Acho que estarei velhinha e lembrarei deste dia especial. Por enquanto, lendo o guia da Nova Zelândia e tentando me decidir sobre o que dará para fazer lá. Honestamente? Não vou me decidir agora, mas pelo menos estou conhecendo a cultura e a história do país para onde eu vou viajar.

Um pensamento

6 06UTC setembro 06UTC 2009

Li este pensamento e acho que vale a pena deixá-lo aqui:

Uma pessoa estável tem enorme autocontrole, sólidos princípios e metas duradouras. Ela se mantém calma no pensar e paciente no agir. Quanto mais profunda a estabilidade, mais forte os desafios. Quanto mais positivo sou em relação a mim, mais essa atitude se expressará em relação outros e em todas as situações. Estabilidade não é rigidez mas responsabilidade e incansabilidade. Na sua profundidade, estabilidade é voar livre de tudo, humildemente aceitar louvor, mas sempre com os pés bem apoiados no chão ***BK Ashima Sachdev, Towards Self Mastery, Purity, April 2005

Passagem rápida

7 07UTC agosto 07UTC 2009

Só para não sumir durante muito tempo. Então vou por tópicos de novo:

  1. Fico envergonhada com a política neste Brasil. Será que salva algum político honesto?
  2. Saí ontem, encontrei pessoas que há muito não via e colocamos o papo em dia. Muito bom!
  3. Acho que preciso mudar minha alimentação. Minha cabeça e o meu corpo não andam muito bem, por isto estou lendo o livrinho para achar um médico.
  4. Cometi altos atos falhos esta semana. Impressionante.
  5. Em compensação, fechei minha viagem. Estou contando os dias agora. Mas falta um bocado ainda.
  6. O fim de semana vai ser para me organizar. Segunda começa a correria toda de novo e se eu não prestar atenção, o mês vai acabar sem eu ter feito metade do que preciso.
  7. Minha manhã de sábado já está tomada. Preciso dar conta do que quero pra viajar em paz.
  8. A gripe suína está aí, mas não penso que ela esteja perto de mim.
  9. Vou deitar cedo, e assim me recuperar para a volta à correria, só que a correria nem deu trégua.
  10. 3 meses e meio, é o que eu preciso suportar para o grande dia.

Brahma Kumaris hoje

2 02UTC agosto 02UTC 2009

 

Acabei de voltar da Brahma Kumaris. Para quem não conhece é uma ONG internacional que surgiu na Índia. Frequento a escola desde meados de maio deste ano, quando a descobri. Vou às palestras, fiz curso de meditação e agora pretendo continuar indo às aulas de espiritualidade prática. Bem, voltando ao assunto, cheguei de lá hoje e o tema da palestra foi concentração.

Acho que estou precisando disso. Antes eu achava que eu era concentrada, depois de hoje eu acho que na maioria das vezes eu estava era desligada. E num mundo corrido, como este em que estou vivendo, a concentração vai ser muito importante.

Alguns pontos da palestra que me chamaram a atenção:

- A concentração determina os resultados da vida, tanto profissionalmente quanto nos relacionamentos;

- A falta de concentração traz problemas de comunicação (a mais pura verdade);

- Estilo de vida dificulta a concentração;

- Falta de vitaminas como a B12 também colabora para a não concentração;

- Problemas respiratórios também podem dificultar a concentração;

- Falta de água também é um fator desconcentrador;

- Concentração ajuda a “esticar” o tempo;

- Determinar as prioridades para fazer primeiro;

O que ajuda na concentração:

- Estar presente em cada momento de verdade;

- Compreender a importância, o valor e o beneficio da concentração;

- Desinteresse pelo inútil;

- Determinação (a pessoa determinada é bem sucedida);

- Estabilidade/Constância (É importante lembrar que todo mundo tem seus altos e baixos, mas ao se concentrar consegue voltar ao equilíbrio, à paz);

-Auto-controle.

Sempre gosto de ir lá e ouvir o que eles têm a dizer. Aos poucos vou absorvendo essas coisas e colocando em prática na minha vida. Depois de uma semana extremamente tensa, busquei a meditação para render no serviço sem maiores danos. Deu certo. Agora esta semana vou tentar a concentração. E assim vou buscando a minha evolução.

 

Odeio remédio

22 22UTC julho 22UTC 2009

Passei ontem e hoje tentando lembrar do dia que passei tanto mal quanto ao da noite de segunda. Quem me conhece sabe que espero estar para morrer para procurar emergência. Minha filosofia é a seguinte: a doença não é minha, então ela vai embora em algum momento. Remédio é droga, e não gosto de me drogar.

Só que desta vez procurei um médico rapidinho. Minha amiga até assustou quando ela me mandou ir ao médico e eu já tinha ido. Foi aí que pensei: é, a coisa realmente estava feia para o meu lado! Na segunda à noite achei que fosse entrar em combustão. Na verdade, a temperatura do meu corpo estava tão alta que era capaz de acender um cigarro. Fiquei até com medo de queimar enzimas, mas acho que queimei foi neurônio. Fiquei meio lesada. Só estive ruim assim há uns 4 anos, numa crise de bronquite. Mesmo assim levei 15 dias para procurar o médico. Fui guerreira. Mas levei o maior sabão do doutor.

O certo é que passei duas horas no PS, esperando atendimento, com dores no corpo e febre, para não ficar nem cinco minutos com o médico. Além disso, ainda tive que ouvir reclamação de sujeito que estava gripado e não tinha a menor educação de tampar a boca ao tossir.

O diagnóstico foi virose, mas se o sujeito mal educado estivesse com gripe suína, acho que era melhor prender todo mundo lá dentro e não sair mais. Enfim, tomei o remédio, repousei, dormi, mas estou melhor, com uma ligeira pontada de dor de garganta. Torço para que amanhã esteja zerada, mas não pronta para outra, e consiga ter excelentes ideias e produzir bastante no trabalho.

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