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O brasileiro é famoso por seu jeitinho. E também por estragar as boas idéias. Quem não quer um cartão corporativo do governo? Eu quero, uai. Com ele eu posso até sacar dinheiro, sem precisar me preocupar com a fatura no final do mês. Afinal, não sou eu que vou pagar... Corrigindo, não sou eu que vou pagar sozinha, a conta está dividida entre os milhares de brasileiros que pagam impostos todos os dias.
Recentemente, fomos surpreendidos com mais um escândalo de desvio de dinheiro público no Planalto Central. Se é que posso dizer que ainda ficamos surpresos com essas notícias. Surpresa acontecerá quando as pessoas forem realmente punidas. Mas vamos lá, o povo brasileiro descobriu que um tal cartão de crédito do governo federal tem sido usado indiscriminadamente por todo tipo de funcionalismo público, desde de ministro à faxineira e motoboy de universidades federais.
A notícia estourou com a então ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que utilizou o dinheiro de plástico do povo para compras em “free shop”. Esta não é a primeira mancada de Matilde. Ano passado ela deu entrevista falando que branco ter preconceito contra negro era inadmissível, mas que negro podia ter preconceito contra o branco, que era normal. Bem, ela não é mais ministra depois das comprinhas no “free shop” e esbanjamento do dinheiro público. O ministro do Esporte, Orlando Silva, que também gastou muito, devolveu o dinheiro para se manter na pasta. No entanto, diversos outros casos de saques e compras dos setores do governo, e da assessoria da presidência estão aparecendo aos poucos.
O que me deixa estarrecida é a falta de controle que se tem dentro do governo. E aí não quero citar somente o federal, o fato deve ocorrer em todos os níveis. E mais, a falta de ética das pessoas que estão no poder, e que dele se beneficiam de todas as maneiras, inclusive de um cartão corporativo. O sentimento de querer tirar vantagem de tudo corrompe as pessoas.
No dia em que cada indivíduo pensar que pequenas atitudes levam as pessoas a estarem tirando vantagem do que podem, quem sabe a situação do país muda! Atitudes que podem ir da bala pega no caixa que não foi paga à cola numa prova. Achamos que isso não tem nada a ver. No entanto, também são pequenos delitos que são considerados normais.
Quanto ao cartão corporativo, os gastos têm que ser apurados e os envolvidos punidos de alguma forma. Nem que seja somente com a devolução do dinheiro público. A CPI, como sempre, pode acabar em pizza, mas pelo menos deixa o assunto em voga durante muito tempo. Já o povo brasileiro, que sempre tem um jeitinho, é melhor prestar atenção nos nomes dos envolvidos, e se possível, não elegê-los numa próxima eleição. Plagiando Boris Casoy: Isto é uma vergonha!
criado por fabyanaassun
21:15:23