Fabyana Assunção

Pijama listrado

7 07UTC junho 07UTC 2009

Pijama listrado

Durante algumas semanas vi na lista dos mais vendidos de Veja o livro “O menino do pijama listrado”. Confesso que o nome não me atraiu em nada. Isto até o dia que vi uma colega com o livro na mão. Curiosa, perguntei do que se tratava a história.

Bem, só para aguçar a sua curiosidade, o livro é excelente. Não sei como o autor conseguiu escrever de forma tão leve um tema tão pesado. A inocência das crianças nos faz pensar como o mundo é mal. E é impressionante como o autor aborda situações pesadas, sem dizê-las diretamente.

Só deixo a dica: vale a pena ler este livro.

 

 

 

Você é o sol na sua vida

17 17UTC maio 17UTC 2009

O título deste post de hoje é exatamente a frase que ouvi numa palestra sobre equilíbrio de corpo e mente que acabei de assistir. Encontrei o site desta ONG por um acaso e hoje havia uma palestra aberta ao público. Então, fui lá conferir.

O mais interessante de tudo isto é que tudo o que ouvi lá, de um modo ou de outro, eu já sabia. No entanto, às vezes a gente esquece devido à correria do dia a dia. Gostei do que ouvi, e revi alguns pensamentos meus. Neste mundo caótico, se a gente não parar um pouco, as coisas se tornam cada dia mais caóticas.

Assistir à palestra ajudou-me a reforçar algumas coisas que tenho buscado melhorar e a não me arrepender da minha última decisão, embora ela tenha me deixado triste. No entanto, consegui enxergar que esta semana eu fiz tudo errado. Resumindo, por mais que tenha buscado minha evolução espiritual e pessoal, eu errei feio nesta semana. Promessa: vou mudar meus padrões hoje.

Algumas coisas ditas na palestra me chamaram a atenção. “Você é o sol na sua vida”. Bem, se eu sou o sol, preciso irradiar luz, boas energias, e assim trazer luz e boas energias para mim. E para isto é preciso pensamento positivo, só ele vai transmutar tudo à minha volta.

Ela disse que atraímos aquilo que pensamos, ou seja, se algo não está bom, se as pessoas ao nosso lado não são legais, nós as atraímos. O negócio é mudar o pensamento, o sentimento precisa ser mudado e a energia transmutada. Precisamos ter sensibilidade, e clareza para tomar decisões. O nosso coração precisa captar os nossos sentimentos e os dos outros também.

Na verdade, o que a palestrante disse, tem muito a ver com os ensinamentos de “O Segredo”. E principalmente, com Deus, com o ser que comanda tudo e sabe tudo. Para mudar o nosso eco, ela aconselhou a apreciar o que fazemos, o que vivemos, não deixar as coisas passarem por nossas vidas. E também voltar ao nosso início, à nossa verdade. Tudo é possível, afinal você o sol na sua vida.

 

Uma semana iluminada para você!

 

Fragmentos

11 11UTC maio 11UTC 2009

Há dias quero escrever aqui, mas, como sempre, fica para depois. Tenho vários temas a comentar, então optei por tópicos rápidos e assim faço um tour pelos assuntos que borbulham em minha mente nestes últimos dias:

Jacob Zuma

Bem, eu sempre digo que o país tem os políticos que merece. Não que eu ache que o Brasil está bem, mas devemos merecer o que passamos, já que os elegemos. Mas o caso aqui é a eleição para presidente da África do Sul. Não pude acreditar na alegria dos sul-africanos com Jacob Zuma. O país é tão lindo, merecia um presidente melhor. Está certo que a etnia Zulu é bem grande lá, mas a felicidade deles me deixou perplexa. Quando estive no país, no final de 2007, o nome de Zuma passou no congresso para a próxima eleição, e todos já diziam das suas grandes de chances de se tornar o próximo presidente. Mas também fiquei sabendo das diversas acusações de corrupção e de estupro. Sendo este com uma mulher que trabalhava na sua casa. É claro que conseguiu “provar” na Justiça que foi sexo consensual. Mais tarde foi constatado que a mulher era soro positivo. E a resposta dele foi que tomou banho depois da relação. Well, num país com um índice altíssimo de portadores de HIV, o seu presidente se portar desta forma… O que podemos esperar?

 

Comer, rezar, amar

Terminei de ler este livro. Muito bom. Incrível como a autora conta a sua própria história e seus dramas. Ao ler este livro, fiquei com mais vontade de viajar e percebi que cada um vive seus dramas pessoais a sua maneira. Se eu tivesse a grana para fazer o que ela fez, eu faria o mesmo. Sei o quanto é bom passar 35 dias longe de tudo, e como é voltar. Imagina, um ano? No fim do ano terei mais uma experiência dessas, e espero ser muito feliz novamente.

 

Passagens aéreas

Tenho até vergonha de falar disto, mas é incrível a cara de pau dos nossos políticos. Espero que alguma coisa mude. E a imprensa tem que denunciar sim, caso contrário nada mudaria neste mundo.

 

CQC

Levei um tempo para descobrir este programa, mas não vou para a cama sem ele. Detesto os humorísticos de TV, mas o CQC me fez mudar de opinião. E vale a pena ficar acordada até tarde na segunda para me divertir com todos eles. Neste caso, adoro a cara de pau deles.

 

O pequeno príncipe

Sempre tive dificuldade de deixar aquilo que gosto ir embora. Perdi anos presa a pessoas que já eram. Mas quem estava certo era o pequeno príncipe, quando diz que deixa tudo aquilo que ama livre. Se um dia eles voltarem para você é porque o amam também. Se nunca mais voltarem, nunca foram seu. Não dá para se prender a alguém, simplesmente porque acha que este alguém é importante. Se você também não for para este alguém, ele nunca será seu. Assim é a vida. Estou tentando assimilar isto mais rapidamente.

21 de abril

21 21UTC abril 21UTC 2009

Poderia colocar qualquer outro título aqui, mas o que me veio a cabeça foi a data de hoje. Estou vivendo a mil por hora. O jornalismo e as aulas de inglês têm tomado um pouco de tempo. Fora as horas que passo na internet, somente navegando ou conversando no MSN. Mas estes dias têm sido particularmente estranhos para mim. Estou vivendo um misto de introspecção e ao mesmo tempo vontade de fazer tudo ao mesmo tempo.

A vida social tem andado até movimentada, em vista do que já foi. Os programas estão aparecendo. Mas estou numa fase de questionamento incrível. Pergunto-me o porquê das coisas e o que pode acontecer, como e quando. E é óbvio que não tenho estas respostas. Por não tê-las, acabo entrando num conflito interno indescritível. A única coisa que sei é que num momento destes, o melhor é esperar e só tomar decisão quando ele passar.

Enquanto ele não passa, gasto meu tempo lendo, encontrando com os amigos, dançando, organizando minhas coisas e visitando os bares participantes do Comida di Buteco deste ano. Mas garanto que a leitura é que está me chamando mais atenção. Finalmente consegui emprestado o “Comer, rezar, amar”, da Elizabeth Gilbert. Tem quase um ano que quero ler este livro, e como muita gente falava que tinha, eu fiquei esperando a boa oportunidade de pegá-lo emprestado.

E estou amando. Amando porque é uma história real, porque é bem escrito e porque mostra que todos os seres humanos passam por dramas em suas vidas, sendo alguns bem semelhantes aos dos outros. Quero ir com calma na leitura, mas ao mesmo tempo corro, porque a curiosidade é enorme. De qualquer forma, acho que se você ainda não leu, leia-o.

Enfim, hoje são 21 de abril, dia de Tiradentes. Dia em que Tancredo Neves morreu. Dia em que a capital de Minas é transferida para Ouro Preto. No entanto, para mim foi mais um dia de questionamentos, de sonhos, de esperanças, de ouvir os mantras de um CD que acabei de comprar e de agradecer a Deus pelas coisas boas que têm me acontecido. E quem sabe as respostas não virão mais rápidas do que imagino?

 

 

Livros

22 22UTC março 22UTC 2009

A leitura sempre traz alguma coisa de interessante para o nosso imaginário. Por isto, na maioria das vezes, os filmes não conseguem ser tão bons quanto os livros. Isto aconteceu na trilogia de O Senhor dos Anéis (gostei muito do filme, mas adorei o livro) e também nos filmes de Harry Potter (custei a me acostumar com o ator que faz Potter, ele não é bem o Harry que minha mente criou) e em vários outros que nem vou citar aqui. Como tenho lido bastante nos últimos tempos, o post de hoje será dedicado aos livros.

Acabei de ler Diamantes do Sol, da Norah Roberts. Ela mostra uma Irlanda mágica e linda, que me deu vontade de conhecer. Mas o que mais me chamou a atenção foi sua personagem, Judy Murray. O que ela fez com a vida dela foi próximo ao que eu fiz com a minha, mas confesso que ela se deu melhor do que eu com seu Aidan. Quem sabe resolvo ir para a Irlanda? Vai ver só o destino da minha viagem que estava errado.

Brincadeiras a parte, é impressionante como alguns personagens se identificam com a gente e mais impressionante ainda como criamos as imagens daquilo que estamos lendo. O livro anterior a este também conta com irlandeses também, Anybody out there, sem tradução ainda para o português. E por coincidência o personagem homem tem o mesmo nome, Aidan. Os dois livros são fascinantes, envolventes e se quiser ler alguma coisa para apenas se distrair, leia-os. Ler pode nos levar a outros mundos e isto faz bem para o coração.

Mas se quiser ler algo maluco, leia o livro que estou lendo agora e divirta-se realizando as propostas do autor, como ligar um número aleatório e puxar conversa, inventar uma outra vida e por aí vai. Não sei se vou fazer alguma coisa, mas pelo menos meu lado maluco pode achar legal e seguir a risca as “101 Experiências de Filosofia Cotidiana”, do francês Roger-Pol Droit.

Já estou me preparando para o próximo livro, que deve ser Comer, rezar, amar. Sempre troco o nome do livro, mas é este que quero ler. Boas leituras e viagens por mundos distantes para você!

Incoerência

15 15UTC março 15UTC 2009

O post de hoje será mais um protesto do que qualquer outra coisa. Como alguns devem saber, o meu prazer pela escrita virou profissão. Profissão esta regulamentada por lei (que alguns estão tentando acabar com a exigência do curso superior, mas isto é outro ponto) e que por isto nos obriga a pagar o imposto sindical uma vez por ano.

O imposto sindical é uma contribuição obrigatória ao sindicato da categoria, que exige o pagamento de um dia de serviço de todos os profissionais com vínculo empregatício ou não. Quem trabalha em empresa, pode ter o valor descontado no pagamento. O profissional autônomo precisa pagar direto ao sindicato, que estipula um valor. E é sobre este valor que venho protestar aqui.

Desconheço o valor cobrado por outros sindicatos de jornalistas e da maioria dos sindicatos. Mas acho que ele deveria ser ao menos compatível com o piso da categoria. Levei um susto quando vi o valor cobrado em Minas Gerais. Uma profissão que tem o maior piso no valor de R$ 1.422,09 e que o profissional é obrigado a pagar R$ 120,00 de imposto sindical, é, no mínimo, incoerente.

Na edição do Pauta de fevereiro deste ano, foi destacado que foram mantidos os mesmos valores de 2008. Na minha opinião, estes valores deveriam ser revistos para estarem compatíveis com a categoria. O ideal seria dividir o valor do piso por 30 dias, como é feito em outro sindicato que conheço. Os jornalistas estão pagando mais de contribuição sindical que uma categoria que tem o piso quase três vezes superior ao nosso.

O mesmo acontece com a anuidade do sindicato. Um absurdo para os padrões da profissão. Conheço várias pessoas que deixam de se sindicalizar pelos valores da anuidade. Acho que está na hora desta nova diretoria rever a posição. Valores menores podem trazer mais associados e assim fortalecer a luta. Caso contrário, a situação pode piorar. Nossa profissão é ingrata quando se trata de mercado de trabalho e salários. E se o sindicato não contribuir para isto, ficará cada dia mais esvaziado.

Dois pesos, duas medidas

11 11UTC fevereiro 11UTC 2009

Não quero entrar no mérito da questão da condenação de Cesare Battisti, mas não posso ficar sem comentar este caso que está abalando as relações diplomáticas entre Brasil e Itália. Por isto, este será o tema de hoje.

Pela tarde vi um programa na Globonews que discutia exatamente a questão da não extradição do condenado na Itália por quatro homicídios. Battisti está preso no Brasil há mais de um ano e o governo não quer mandá-lo para seu país de origem onde já foi condenado. E é aí que vem os meus questionamentos sobre a posição do governo brasileiro.

Por que não mandá-lo de volta? Cesare foi condenado por homicídio. Por que mantê-lo preso aqui à custa do nosso dinheiro? E por que os cubanos que fugiram durante o Pan foram logo enviados de volta a Cuba? Só por que o nosso presidente é amigo de Fidel Castro?

Está havendo dois pesos e duas medidas para avaliar extradição de estrangeiros no país. Atletas são enviados prontamente, bandido fica no país? Já somos o País da corrupção, precisamos ainda de mais bandidos? Na minha opinião, já basta o que temos por aqui. Mas enfim, agora é aguardar a decisão da Justiça.

Copa do mundo no Brasil

8 08UTC fevereiro 08UTC 2009

Esta semana que passou integrantes da Fifa estiveram visitando as cidades candidatas a sediar a Copa do Mundo de 2014. Todas as cidades mostraram empenho em seus projetos, no entanto uma dúvida paira na minha cabeça: como será a questão de transporte no Brasil?

O Brasil é um país extenso, com uma diversidade cultural muito grande e com rodovias precárias e transporte aéreo caro (o mais alto do mundo, para ser mais exato). O governo já liberou verba para a construção do trem-bala que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. Minas sonha em construir o metro que ligará a Savassi ao Mineirao, em Belo Horizonte. E outras cidades também.

Mas de que adianta um belo projeto, hotéis, infra-estrutura, se o transporte no Brasil deixa a desejar? Será que vai haver uma política para redução de preço junto às companhias aéreas de forma a possibilitar que não só estrangeiros, mas brasileiros também consigam se deslocar para acompanharem os jogos?

E o preço dos ingressos? Locais de venda? Porque se for olhar os jogos que ocorreram em Belo Horizonte, não foi nada fácil comprar o tão sonhado ingresso para ver a nossa seleção jogar. É esperar para ver.

Fúria e destruição

25 25UTC janeiro 25UTC 2009

Acho que Noé estava certo quando construiu sua arca. O mundo vai acabar em chuva. Se não for o mundo, pelo menos algumas cidades brasileiras irão. O que temos visto nos últimos dois meses não é normal. Santa Catarina destruída pelas chuvas, e agora Minas Gerais e algumas cidades do Rio de Janeiro.

Eu sempre me gabava com meus amigos paulistas que aqui em Belo Horizonte não havia enchente, nem pontos de alagamento no período de chuvas, como acontece em Sampa. No entanto, minha felicidade veio por água abaixo (literalmente) no mês de dezembro de 2008.

A última enchente que me lembro eu era criança. Devia ter uns 7 ou 8 anos quando o ribeirão Arrudas transbordou. Vi as águas invadindo as ruas da janela do meu apartamento. Simplesmente olhei, também não tinha muita noção do que aquilo significava. A administração da época realizou um trabalho de canalização do rio, e até agora, que eu me lembre, não havia ocorrido mais enchentes de grande proporção em Belo Horizonte.

É claro que bairros mais afastados sofrem com as cheias dos rios, como o do Onça. Mas o rio Arrudas deu um tempo para quem mora às suas margens. Isto até o dia 31 de dezembro. Noite de ano novo, chuva torrencial, rio transborda, levando consigo carros, casas, asfalto, destruição.

Nesta última semana, pessoas ainda se recuperavam da última enchente, quando tiveram suas casas, lojas e carros inundados novamente pelas águas do rio. Os meteorologistas disseram que choveu 20% do que era esperado para o mês de janeiro. Bem, com as chuvas da primeira semana do mês, mais as outras pancadas dos demais dias, já deve ter chovido para o ano inteiro na capital mineira.

Não sei exatamente o que deve ser feito para evitar que novas enchentes aconteçam. Isto vai ficar a cargo do atual prefeito e sua equipe técnica. Enquanto esperamos providências, o jeito pode ser bater um papo com São Pedro e negociar chuvas mais fracas. Ou que pare de chover durante um tempo. Rezar para que a minha casa não seja atingida. Ou quem sabe fazer igual a Noé e construir uma arca. Ainda posso comprar um bote salva-vidas para o transporte na cidade.

Um turbilhão de pensamentos

30 30UTC dezembro 30UTC 2008

Estou a poucos minutos do último dia de 2008. Milhares de coisas passaram pela minha cabeça. Há um ano eu tinha acabado de chegar da melhor experiência da minha vida, cansada, mas empolgada com cada minuto vivido do outro lado do Atlântico. Quem leu meu blog sabe bem do que estou falando. No entanto, quanta coisa aconteceu nestes meses, quanta mudança. Parece que foi ontem, mas não foi. Milhares de coisas aconteceram nestes 12 meses.

Um ano de grandes mudanças, assim posso resumir 2008. Algumas foram visíveis, se é que assim posso dizer, outras foram internas. Foi um ano de trabalho, muito trabalho. De decepções, mas também de conquistas. Aprendi como o mundo é grande e como eu sou pequena e hoje, inconscientemente, eu assumi que sou uma mulher sozinha.

Fazendo uma retrospectiva, eu cheguei à conclusão de que sou sozinha. Os melhores e os piores momentos eu passei ou enfrentei sozinha (não quero parecer ingrata com algumas pessoas, sei que tenho amigos). E este ano eu precisei realmente ficar sozinha para enxergar como sou forte. Comecei o ano numa espécie de recolhimento. Sem carro, não tinha muito o que fazer. Meu réveillon foi dentro de casa e foi uma noite legal, porque, mesmo sozinha, eu estava feliz. Arrumei-me para 2008 e comentando isso hoje com uma amiga, ela perguntou: “você tinha esperança de aparecer algo de última hora?”. A minha resposta foi contundente: “Não, eu sabia que ninguém iria me chamar para nada, pois ninguém tentou armar algo comigo enquanto eu estava viajando ou antes”. E esta foi a realidade: enquanto estive sem carro poucos foram os convites para sair. Tinha dias que isto me chateava, mas no geral, acostumei a curtir a minha companhia.

E assim levei o resto do ano. Afastei-me de quem eu não me sentia a vontade, aprendi a sair sozinha, aprendi a curtir o filme, a pipoca, o livro. Pessoas reapareceram, outras sumiram. Amigos feitos em Cape Town continuaram amigos, outros simplesmente sumiram.  Pessoas que me eram muito caras mostraram-me que não mereciam os sentimentos, as considerações que tinha por elas. Outras me surpreenderam. Mas acima de tudo eu aprendi a ser mais leve.

Trabalhei e trabalhei. Alunos me ensinaram muito e vou guardá-los para sempre no meu coração. O jornalismo continuou presente na minha vida, minha maior paixão. Amo escrever e isto me realiza. Ou seja, consegui unir profissão com amor, paixão. Completei dez anos de formada. E foi justamente neste ano que assisti a uma colação de grau de jornalismo novamente. Foi como recomeçar, relembrando o juramento e ouvindo o discurso do professor sobre lead, sub-lead, bigode, as histórias reais que contamos todos os dias. Foi como uma injeção de ânimo ouvir aquilo e dois dias depois encontrar a minha turma. Aquela que conviveu quatro anos, que riu, brigou, chorou junta. Mais riu que chorou. Como é bom ver que todo mundo está bem e que nós continuamos rindo juntos!

Também foi um ano em que sofri, que meu coração se alegrou e chorou. Tomei algumas decisões quanto a relacionamento e uma delas é parar de investir sozinha. Conheci uma pessoa maravilhosa, de um jeito diferente, leve e divertido. Como foi bom! Mas algo aconteceu, e… Imaginava um réveillon diferente, mas infelizmente não será bem como eu desejava. Enfim, eu gostaria de estar mais radiante, mas meu coração chorou. Só que este ano foi definitivamente um dos melhores anos da minha vida, senão o melhor. Por isto, preciso comemorar e celebrar. Além disso, o início de um novo ano sempre traz esperanças, é sempre um período de renovação. E como dizem que a esperança é a última que morre… Vamos lá! E o que tiver que ser será.

Este deve ser o meu último post do ano. Tirando a minha viagem, este foi o post mais pessoal que escrevi aqui até hoje. É como se eu acabasse de me desnudar para quem quiser olhar. Já escrevi sobre política, economia, dor, morte, viagem, vida. E é vida que eu quero em 2009. Que 2009 seja muito melhor do que foi 2008. Realmente espero que o que não deu certo agora, eu consiga realizar no ano que vem, assim como cada dia mais eu evolua como profissional e como pessoa.

Tenha um excelente 2009! Muita paz, amor e saúde!

Obrigada

P.S.: O que eu vou escrever aqui no ano que vem? Bem, não sei ainda. Provavelmente será um mix de acontecimentos do mundo e da minha vida. O mesmo que vem acontecendo desde que comecei este blog.

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